Entretenimento | 5 min
Bem-vindo ao mundo onde a magia se desenha Imagine um mundo onde a magia não é um dom inato, reservado a uma elite genética caprichosa, mas um ofício preciso, traçado a tinta e pena sobre o papel. Um mundo onde o simples facto de conhecer o segredo dos pentagramas pode alterar a realidade, fazer brotar água pura ou erguer montanhas. Este é o universo de O Ateliê dos Feiticeiros ( Tongari Boushi no Atelier ), a obra-prima de Kamome Shirahama que conquistou milhões de leitores pela sua poesia visual deslumbrante e pela sua reflexão profunda sobre a aprendizagem, a arte, a deficiência e a responsabilidade. Nesta obra magistral, os feiticeiros guardam zelosamente o seu segredo sob os seus chapéus pontudos e as suas grandes capas, fazendo o resto do mundo acreditar que a magia é um milagre inacessível, um dom dos deuses. Mas Coco, uma jovem comum fascinada por este mundo proibido, vai quebrar este tabu milenar por pura paixão e um terrível acidente. A sua viagem iniciática no Ateliê de K...
A Magia do Desenho: Mais do que um simples manga Desde o seu lançamento, O Ateliê dos Feiticeiros ( Tongari Boushi no Atelier ) fascina pela sua abordagem única da magia. Ao contrário de muitas obras de fantasia onde a magia é inata, genética ou recitada através de encantamentos obscuros, aqui ela desenha-se. Kamome Shirahama, a autora, utiliza esta metáfora brilhante para falar de arte, de ilustração e de criatividade em geral. Ser feiticeiro é ser artesão: é preciso paciência, precisão, boa tinta e bom papel. Esta visão torna a magia teoricamente acessível a todos: qualquer pessoa pode aprender a desenhar um círculo. É precisamente por isso que os feiticeiros guardam o segredo tão zelosamente: se todos pudessem fazer magia, o mundo mergulharia no caos. Esta tensão entre democratização do saber e segurança pública está no coração da narrativa. Uma ode à acessibilidade e ao design Uma das grandes forças da obra é a sua reflexão sobre a deficiência e a acessibilidade. Shirahama não se limita a mostrar magia explosiva; mostra como a magia pode colmatar as dificuldades do quotidiano. Seja através de objetos mágicos que ajudam a andar, a ver ou a deslocar-se, o Ateliê coloca a questão: para que serve a magia senão para tornar a vida melhor para todos? Olruggio, o artesão do grupo, encarna perfeitamente esta filosofia ao criar objetos "mágicos" que são na realidade soluções de design engenhosas para problemas concretos. O manga celebra assim a invenção e a engenharia tanto quanto a fantasia. Os Arquétipos Psicológicos do Ateliê As personagens do Ateliê representam cada uma uma faceta da aprendizagem e da psicologia humana face à criação. Coco encarna a inocência, o deslumbramento e a inovação: não tendo crescido com os dogmas rígidos dos feiticeiros, ousa associações que ninguém teria imaginado. Ela é a prova de que a ingenuidade pode ser uma força criadora poderosa. Agathe é o seu oposto necessário e complementar: representa a técnica, o rigor, a herança e o esforço....
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